Republicanos e PL selam aliança no DF com Damares, Michelle e Bia Kicis
Encontro na sede do Republicanos reuniu as duas candidatas ao Senado e o candidato a vice de Celina Leão
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) celebraram nesta segunda-feira, 24, a união entre Republicanos e PL no Distrito Federal para a eleição de 2026. O encontro ocorreu na sede do Republicanos no DF e reuniu candidatos das duas legendas, segundo o Poder360.
Participaram da reunião a deputada federal Bia Kicis (PL-DF), candidata ao Senado, o advogado Gustavo Rocha (Republicanos), candidato a vice-governador na chapa da governadora Celina Leão (PP), e candidatos do Republicanos a deputado federal e distrital. Michelle Bolsonaro também disputa uma vaga ao Senado pelo DF, pelo PL.
Damares registrou o encontro nas redes sociais. "Que sonho! Republicanos e PL juntos!", escreveu a senadora, que descreveu o dia como uma "reunião de trabalho cheia de alegria e emoção".
"Participei da reunião da bancada do Republicanos, construindo caminhos sólidos ao lado de grandes lideranças."
Michelle Bolsonaro afirmou que o objetivo é "fortalecer propósitos e alinhar projetos para o DF".
O que o acordo define para as chapas
O Distrito Federal elege duas vagas ao Senado em 2026, e o PL lançou as duas candidatas: Bia Kicis, oficializada em convenção, e Michelle Bolsonaro, que confirmou a candidatura em seguida. Com o alinhamento, o Republicanos concentra sua estrutura local no apoio às duas e na chapa majoritária ao Palácio do Buriti.
Gustavo Rocha foi confirmado como vice de Celina Leão na convenção do Republicanos realizada em 30 de julho. Advogado, ele foi ministro dos Direitos Humanos no governo de Michel Temer e ocupou a Secretaria de Justiça e Cidadania e a Casa Civil do Distrito Federal. O partido no DF é presidido por Joaquim Mauro Silva.
A aproximação local corre em sentido distinto do que o Republicanos definiu no plano nacional. Na convenção nacional realizada em 4 de agosto, o partido declarou neutralidade na disputa presidencial e confirmou Tarcísio de Freitas à reeleição em São Paulo.
Como fica a disputa no DF
A campanha ao Senado pelo Distrito Federal já registrou atritos públicos entre nomes do mesmo campo. Nas últimas semanas, o pastor Silas Malafaia e o ex-desembargador Sebastião Coelho trocaram críticas sobre a formação das candidaturas, e o deputado Eduardo Bolsonaro endossou publicamente uma crítica dirigida a Michelle.
Nesse cenário, o encontro na sede do Republicanos funciona como demonstração de que as duas legendas caminham juntas na majoritária, com o Executivo local e as duas vagas ao Senado no mesmo arranjo.
Nenhum dos partidos divulgou nota conjunta formalizando o acordo, e as declarações citadas foram publicadas nas redes sociais das próprias parlamentares.
O que a lei permite nesse tipo de acordo
Coligação partidária só é possível nas eleições majoritárias. A Emenda Constitucional 97, de 2017, proibiu a coligação em eleições proporcionais a partir de 2020, o que significa que Republicanos e PL disputam separadamente as vagas de deputado federal e distrital, cada um com sua própria lista e com os votos contando apenas para a própria legenda ou federação.
Na eleição de 2026, o Senado renova dois terços das cadeiras, e cada unidade da Federação elege dois senadores. O eleitor tem dois votos, e o critério é o majoritário simples: são eleitos os dois nomes mais votados, sem segundo turno. É esse desenho que permite ao PL lançar duas candidatas sem que uma dispute o voto da outra em regime de exclusão.
O apoio recíproco entre legendas distintas, portanto, produz efeito prático na chapa ao governo e nas duas vagas ao Senado, e efeito apenas de palanque na disputa proporcional.
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