Flávio Bolsonaro tem 50% e Lula, 38% em segundo turno no Mato Grosso do Sul
Real Time Big Data ouviu 1.600 eleitores entre 1º e 5 de agosto; no primeiro turno, o senador aparece com 42% e o presidente, com 34%
O senador Flávio Bolsonaro (PL) tem 50% das intenções de voto e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 38%, em uma simulação de segundo turno entre eleitores do Mato Grosso do Sul. Os dados são da pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quinta-feira, 6 de agosto.
Nesse cenário, votos nulos e brancos somam 7% e outros 5% dos entrevistados não souberam ou não responderam. A diferença de 12 pontos percentuais está acima da margem de erro do levantamento, de dois pontos para mais ou para menos.
No cenário de primeiro turno, o senador aparece com 42% e o presidente, com 34%. Renan Santos (Missão) tem 7%, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), 6%, e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), 1%. Augusto Cury (Avante) também marca 1%, e outros nomes somam 1%. Nulos e brancos ficam em 5%, e 3% não souberam responder.
Como a pesquisa foi feita
O instituto ouviu 1.600 eleitores do Mato Grosso do Sul entre 1º e 5 de agosto. O intervalo de confiança declarado é de 95%, e o registro na Justiça Eleitoral é o BR-01784/2026.
O quadro mudou em relação à medição anterior do mesmo instituto no estado. Em pesquisa com campo entre 9 e 11 de maio, o senador tinha 43% no primeiro turno e o presidente, 30%. No segundo turno daquele levantamento, os números eram 51% a 34%. Na comparação, Lula subiu quatro pontos no primeiro turno e quatro no segundo, enquanto Flávio Bolsonaro oscilou um ponto para baixo em ambos os cenários, variação dentro da margem de erro.
O mesmo instituto divulgou na quinta-feira o levantamento estadual, registrado sob o número MS-07706/2026 e feito com a mesma amostra de 1.600 entrevistados no mesmo período. Nele, o governador Eduardo Riedel (PP) tem 44% na disputa pela reeleição, contra 25% de Fábio Trad (PT) e 12% de João Henrique Catan (Novo). Em simulação de segundo turno estadual, Riedel marca 54% e Trad, 32%.
Para o Senado, com duas vagas em disputa no estado, o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) lidera com 38%, seguido por Capitão Contar (PL), com 19%, e pelo senador Nelsinho Trad (PSD), com 15%.
O peso do recorte estadual
O Mato Grosso do Sul tem cerca de 2 milhões de eleitores e representa parcela pequena do colégio eleitoral nacional. Uma pesquisa estadual não projeta resultado nacional, e serve para medir onde cada campanha tem terreno consolidado e onde precisa disputar voto.
O estado tem economia puxada pelo agronegócio, com peso da soja, do milho, da pecuária de corte e da celulose. Nas eleições presidenciais recentes, estados com esse perfil produtivo registraram votação acima da média nacional para candidatos de centro-direita.
A legislação eleitoral exige que toda pesquisa seja registrada na Justiça Eleitoral antes da divulgação, com informação sobre contratante, metodologia, número de entrevistados, período de campo e margem de erro. Os dados ficam disponíveis para consulta pública no sistema do Tribunal Superior Eleitoral.
O registro prévio está na Lei 9.504/1997, que trata das eleições, e o descumprimento sujeita o responsável a multa. A norma também obriga a informar o valor e a origem dos recursos usados no levantamento, além do plano amostral e do questionário aplicado.
Margem de erro de dois pontos significa que cada percentual pode variar dois pontos para cima ou para baixo. Diferenças menores do que a soma das duas margens configuram empate técnico. No cenário de segundo turno medido no Mato Grosso do Sul, a distância de 12 pontos está fora dessa faixa.
Pesquisas estaduais como esta se multiplicam no período que antecede as convenções partidárias e o registro de candidaturas. Elas orientam a distribuição de tempo, de recursos e de agenda dos palanques regionais, que costumam ser negociados a partir do desempenho do candidato presidencial em cada estado.
Nem o PL nem o PT se manifestaram publicamente sobre os números do levantamento até a publicação desta reportagem.
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