Governo Lula é aprovado por 46% e desaprovado por 48%, aponta Quaest
Pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 eleitores entre 10 e 13 de agosto; em cenário de segundo turno, Lula tem 43% e Flávio Bolsonaro, 40%
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é aprovado por 46% dos eleitores e desaprovado por 48%, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta sexta-feira, 14 de agosto. Na rodada anterior do mesmo instituto, a aprovação estava um ponto à frente da desaprovação.
No levantamento anterior do mesmo instituto, divulgado em 6 de agosto, com campo entre 31 de julho e 3 de agosto, a aprovação estava em 48% e a desaprovação em 47%. A variação de dois pontos na aprovação está no limite da margem de erro.
Perguntados sobre a avaliação da administração, 36% dos entrevistados a classificam como positiva, 25% como regular e 37% como negativa.
O que diz o levantamento
A pesquisa também mediu intenção de voto para a Presidência. Em cenário de segundo turno, Lula aparece com 43% e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 40%. No levantamento anterior, os números eram 44% e 39%, respectivamente.
A distância entre os dois caiu de cinco para três pontos percentuais. Com margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, os dois candidatos aparecem em empate técnico.
Flávio Bolsonaro registrou a candidatura no Tribunal Superior Eleitoral na noite de 13 de agosto e apresentou o programa de governo no mesmo dia. O campo da pesquisa foi encerrado no dia 13, o que significa que o efeito eventual do registro sobre a intenção de voto não está capturado neste levantamento.
O instituto não divulgou recortes por região, faixa de renda ou escolaridade na apresentação dos dados de aprovação.
Vale separar os dois indicadores de avaliação que aparecem no mesmo levantamento. Aprovar ou desaprovar é uma escolha binária. Já a classificação em positiva, regular e negativa abre uma faixa intermediária, e é nela que estão os 25% que chamam a gestão de regular. Esse contingente costuma ser o que decide a direção do indicador na rodada seguinte.
Como a pesquisa foi feita
A Quaest ouviu 2.004 eleitores brasileiros entre 10 e 13 de agosto de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com grau de confiança de 95%.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06773/2026. A contratante é o Grupo Globo, que pagou R$ 314.628,00 pela pesquisa, conforme consta do registro.
Pesquisas eleitorais precisam ser registradas no TSE até cinco dias antes da divulgação, com informações sobre contratante, valor, metodologia e plano amostral, conforme o artigo 33 da Lei 9.504/1997. O registro é público e permite conferir os dados declarados pelo instituto.
A mesma lei prevê que partidos, coligações, federações e o Ministério Público podem impugnar o registro quando houver indício de irregularidade na metodologia declarada. A divulgação de pesquisa sem registro prévio sujeita o responsável a multa e a responsabilização penal.
Com margem de dois pontos, a diferença de dois pontos entre aprovação e desaprovação neste levantamento também está dentro do intervalo de erro. Ou seja, o dado indica um cenário dividido, não uma vantagem estatisticamente consolidada de um lado sobre o outro.
Vale a distinção entre os dois indicadores medidos. A aprovação e a desaprovação tratam da avaliação do governo em exercício. A intenção de voto trata da disputa de outubro. Os dois se movem em direções nem sempre iguais, e nesta rodada a aprovação caiu enquanto Lula manteve a dianteira no cenário de segundo turno.
O Palácio do Planalto não divulgou nota sobre o levantamento. A campanha de Flávio Bolsonaro também não se manifestou publicamente sobre os números até a publicação desta reportagem.
Outros institutos apresentaram números diferentes no mesmo período, com metodologias e recortes próprios. Por isso a leitura mais segura é comparar cada série com ela mesma, e não os resultados de institutos distintos entre si.
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