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Flávio quer facções como narcoterroristas e 500 mil vagas em presídios; Lula, Ministério da Segurança

Flávio quer facções como narcoterroristas e 500 mil vagas em presídios; Lula promete Ministério da Segurança. Veja as propostas do debate da Band.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentaram, no debate da TV Bandeirantes do domingo (18), os planos de cada um para a segurança pública: Flávio quer classificar facções criminosas como narcoterroristas e abrir 500 mil vagas no sistema penitenciário, e Lula promete criar o Ministério da Segurança Pública. Os dados são da cobertura da Agência Brasil.

No bloco de propostas, o candidato do PL também defendeu ampliar a vigilância por câmeras de reconhecimento facial em todo o país e punições mais rigorosas, sem detalhar quais. O presidente respondeu que o novo ministério vai definir as atribuições de municípios, estados e União no combate ao crime, hoje concentradas em prefeitos e governadores.

Lula também citou medidas do próprio governo, como o programa Celular Seguro, que bloqueia aparelhos roubados de forma imediata, e acusou o adversário de apresentar propostas repetidas, sem reconhecer o que já foi feito.

As saídas temporárias de presos

Num dos blocos de perguntas diretas, Flávio lembrou o assassinato de Renata Teles, em dezembro de 2023, e o de um sargento da Polícia Militar de Minas Gerais para criticar as "saidinhas". Perguntou se Lula é favorável ou contrário à manutenção do benefício e disse que o presidente prioriza os direitos dos condenados em detrimento dos das vítimas.

Lula respondeu que defende a saída temporária para presos de bom comportamento em processo de recuperação, mas que condenados por estupro, violência contra a mulher e crimes graves não deveriam recebê-la. Em seguida, acusou Flávio de querer dar indulto ao pai, Jair Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal a mais de 27 anos de prisão pela trama golpista e em prisão domiciliar, e de abrir caminho para outros condenados.

O candidato do PL ainda disse, segundo o Jornal de Brasília, que hoje "a mulher pega ônibus com medo" e que não quer que o dia de folga do trabalhador seja "um dia de pesadelo", ao explicar por que votou a favor do fim da escala 6x1. Antes, Flávio havia sido contra a proposta.

O que já tramitou no Congresso

A classificação de facções como organizações terroristas já tinha sido discutida no Senado, em audiência sobre PCC e Comando Vermelho, e a PEC da Segurança chegou a ficar parada antes do recesso, como mostrou a matéria Congresso entra em recesso sem votar PEC da Segurança nem o fim da escala 6x1.

O segundo e último debate entre os dois no segundo turno está marcado para a Rede Globo, em 23 de outubro. A votação é no domingo, 25.