Economia

Tesouro Direto chega a R$ 272,3 bilhões em estoque no fim de julho

Balanço da Secretaria do Tesouro Nacional mostra R$ 11,67 bilhões em aplicações no mês e 3,8 milhões de investidores ativos

O estoque do Tesouro Direto chegou a R$ 272,3 bilhões no fim de julho de 2026, segundo balanço divulgado nesta terça-feira, 25, pela Secretaria do Tesouro Nacional. O valor é 3,7% maior que o do mês anterior e 46,6% superior ao registrado um ano antes.

As aplicações somaram R$ 11,67 bilhões no mês, distribuídas em 1.444.518 operações, com valor médio de R$ 8.076,26 por investimento. Do outro lado, as recompras chegaram a R$ 4 bilhões e os vencimentos, a R$ 334,5 milhões. A diferença entre o que entrou e o que saiu resultou em emissão líquida de R$ 7,37 bilhões.

O programa também ampliou a base de participantes. O número de investidores ativos chegou a 3.808.491, alta de 119.005 em um mês e de 22,9% em doze meses. Os cadastrados somam 36.124.180, avanço de 270.502 no mês e de 9,5% no ano.

Onde o dinheiro foi aplicado

Os títulos atrelados à Selic concentraram R$ 6,0 bilhões das vendas, ou 51,2% do total. Os papéis indexados à inflação ficaram com R$ 3,9 bilhões, 33,4%. Os prefixados responderam por R$ 1,8 bilhão, 15,5%.

A distribuição por prazo mostra concentração no médio prazo. Títulos com vencimento entre um e cinco anos responderam por 43,4% das vendas. Os de cinco a dez anos ficaram com 39,8%, e os acima de dez anos, com 16,8%.

Aplicações de até R$ 1 mil representaram 55,5% das operações do mês, indicador do peso do pequeno investidor no volume de negócios do programa.

O que o número diz sobre a dívida

O Tesouro Direto é o canal pelo qual pessoas físicas financiam diretamente a dívida pública federal. Cada título comprado é um empréstimo ao Tesouro, remunerado conforme o indexador escolhido. A preferência majoritária pelos papéis atrelados à Selic significa que mais da metade do dinheiro captado no mês entrou com custo vinculado à taxa básica de juros, que sobe e desce conforme as decisões do Banco Central.

Nas contas públicas, esse é o item que responde mais rápido ao aperto monetário: quando a Selic sobe, a despesa com a parcela pós-fixada da dívida acompanha no mesmo passo, sem esperar novo leilão. A composição de julho, com metade da captação em papel indexado à taxa básica e outro terço atrelado à inflação, mantém a maior parte do estoque exposta a indicadores que o governo não controla.

Sobre o desempenho dos papéis no período, o Tesouro Nacional afirmou que as rentabilidades brutas negativas decorreram do aumento das taxas de juros de mercado. O efeito atinge quem vende o título antes do vencimento, porque o preço de recompra acompanha a taxa do dia. Quem carrega o papel até o fim recebe o que foi contratado na compra.

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O balanço mensal do Tesouro Direto é publicado pela Secretaria do Tesouro Nacional e traz vendas, resgates, estoque e perfil dos investidores. Os dados de agosto serão divulgados no mês que vem.

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