Risco Brasil cai a 112 pontos, o menor nível do 3º mandato de Lula
CDS de 5 anos recuou de 127 pontos-base em agosto para 112 neste sábado; mínima recente da série é de fevereiro de 2020
O risco Brasil, medido pelo CDS (Credit Default Swap) de 5 anos, caiu a 112 pontos-base na última cotação disponível neste sábado, 19 de setembro. É o menor nível do indicador desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em janeiro de 2023, segundo levantamento do Poder360.
O CDS é um contrato de proteção contra calote da dívida soberana. Os 112 pontos-base equivalem a um custo anual de cerca de 1,12% do valor protegido: quanto maior o número, mais caro sai para o investidor se proteger e pior é a percepção de risco do país. O indicador não se confunde com o EMBI+, outro medidor de risco-país, calculado a partir do prêmio dos títulos brasileiros no exterior.
Na comparação com o próprio ano, o movimento é de queda contínua. O CDS estava em 127 pontos-base em 17 de agosto e em 115 pontos-base em 10 de setembro. Há um ano, marcava 126 pontos-base.
Onde o indicador já esteve
O patamar atual ainda está acima da mínima recente da série. No governo Jair Bolsonaro (PL), o CDS de 5 anos chegou a 93 pontos-base em fevereiro de 2020, antes do choque provocado pela pandemia de covid-19 nos mercados globais.
O indicador reflete a percepção de investidores estrangeiros sobre a capacidade de pagamento da dívida soberana e responde tanto a fatores internos, como a trajetória das contas públicas, quanto a fatores externos, como a política monetária dos Estados Unidos e o apetite global por risco. Por isso, a queda do CDS não equivale, isoladamente, a melhora das contas públicas: ela mede o preço do seguro contra calote, não o resultado fiscal.
A leitura chega a duas semanas da eleição de 4 de outubro, em um período em que o mercado costuma precificar cenários de continuidade ou de mudança na condução da política econômica.
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