Economia

PF mira esquema de R$ 60 milhoes com eletronicos comandado por PM

Operacao Conexao Paralela cumpre seis mandados no Rio e em Marica contra descaminho de smartphones

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quinta-feira (17) a Operação Conexão Paralela, contra a entrada clandestina de produtos eletrônicos no país. Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em endereços do Rio de Janeiro e de Maricá, na Região Metropolitana.

Segundo a PF, o grupo é comandado por um policial militar, responsável por trazer os produtos do exterior e revendê-los no mercado interno. As buscas alcançaram endereços na Barra da Tijuca, no Recreio dos Bandeirantes, em Copacabana, em Bangu e em Guaratiba, além de um imóvel em Maricá.

A revenda de milhares de aparelhos, sobretudo smartphones, teria movimentado cerca de R$ 60 milhões nos últimos anos. Os investigados respondem por descaminho e associação criminosa. A corporação não informou se houve prisões nem quantos aparelhos foram apreendidos nesta quinta-feira.

O que separa descaminho de contrabando

O descaminho é a entrada de mercadoria cuja importação é permitida, mas que chega ao país sem o recolhimento dos tributos devidos. O contrabando envolve produto de importação proibida. Os dois crimes estão no artigo 334 do Código Penal, com pena de reclusão de um a quatro anos para o descaminho.

No caso dos eletrônicos, a diferença de preço entre o aparelho que entra pela via legal e o que escapa da tributação é o que sustenta o mercado paralelo. O importador regular recolhe imposto de importação, IPI, PIS, Cofins e ICMS antes de colocar o produto na prateleira. Quem opera fora da regra compete com o varejo formal sem essa conta.

Um policial militar no comando do esquema

O ponto que diferencia a investigação é a figura apontada como chefe da estrutura. Trata-se, segundo a corporação, de um integrante da própria força de segurança do estado.

A PF não divulgou o nome do policial nem a unidade em que ele serve. Também não informou se a Polícia Militar do Rio de Janeiro foi comunicada antes da operação. Não há manifestação pública da defesa dos investigados.

Os mandados desta quinta-feira foram expedidos pela Justiça a pedido da PF, que não divulgou prazo para a conclusão do inquérito.

As informações foram divulgadas pela Polícia Federal e reproduzidas pela Agência Brasil na manhã desta quinta-feira.

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