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Brasil conquista dois ouros no Mundial de ginástica rítmica

Conjunto venceu as finais de cinco bolas e da série mista em Frankfurt e garantiu vaga antecipada em Los Angeles 2028

A seleção brasileira de ginástica rítmica conquistou dois títulos mundiais neste domingo (16), em Frankfurt, na Alemanha. O conjunto venceu a final das cinco bolas e a final da série mista, cada uma com 29,450 pontos. São os primeiros ouros do país na história do Mundial da modalidade.

Na série com cinco bolas, o Brasil somou 29,450 pontos e ficou à frente da China, que fez 28,900 e levou a prata. A nota é a maior da temporada no mundo na prova e superou os 29,250 pontos que a equipe havia obtido no Campeonato Pan-Americano, em junho. A apresentação foi feita ao som de "Feeling Good", na versão de Michael Bublé.

Na série mista, disputada com três arcos e dois pares de maças, o conjunto repetiu os 29,450 pontos. A Espanha ficou com a prata, com 29,050.

O conjunto é formado por Maria Eduarda Arakaki, Maria Paula Caminha, Mariana Gonçalves, Julia Kurunczi, Sofia Pereira e Nicole Pircio, sob comando da técnica Camila Ferezin. A grafia de alguns sobrenomes varia entre os veículos que cobriram a competição.

O bronze no sábado garantiu a vaga olímpica

Um dia antes das finais por aparelho, no sábado (15), o mesmo grupo conquistou o bronze na prova geral por equipes, com 55,500 pontos. O ouro ficou com a Espanha, que somou 57,450, e a prata com o Japão, com 56,700.

O pódio na prova geral tem efeito além da medalha. O Mundial de Frankfurt distribui três vagas antecipadas para os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028, às equipes que terminam entre as três primeiras no conjunto geral. Com o terceiro lugar, o Brasil garantiu a classificação sem depender das competições seguintes do ciclo.

A prova geral por equipes soma as notas das duas séries, a de cinco bolas e a mista. As finais por aparelho, disputadas no domingo, são separadas e reúnem as oito melhores equipes de cada série na fase classificatória.

O que muda para a modalidade no país

A ginástica rítmica brasileira acumulava pódios em etapas de Copa do Mundo e títulos continentais, sem ouro em Mundial. Os dois resultados deste domingo alteram esse quadro e colocam o conjunto entre os favoritos do ciclo olímpico que se encerra em 2028.

Nas provas de conjunto, cinco ginastas se apresentam ao mesmo tempo, com os aparelhos definidos pelo código de pontuação da Federação Internacional de Ginástica. A avaliação considera dificuldade, execução e sincronia entre as atletas, e a troca de aparelhos entre elas é um dos elementos de maior peso na nota.

O Mundial tem duas etapas para as equipes. Na fase classificatória, cada conjunto apresenta as duas séries, e a soma define a prova geral por equipes e o acesso às finais por aparelho. As oito melhores de cada série voltam a se apresentar no dia seguinte, com a nota zerada, para disputar a medalha específica daquela prova.

Foi nesse desenho que o Brasil somou três medalhas na competição: o bronze do geral, no sábado, e os dois ouros das finais, no domingo. A equipe apresentou a mesma nota, 29,450, nas duas séries em que subiu ao lugar mais alto do pódio.

O antecedente mais recente da equipe era o Campeonato Pan-Americano de junho, quando o conjunto marcou 29,250 nos cinco aparelhos iguais. A diferença de dois décimos entre uma competição e outra colocou a série brasileira acima de China e Espanha, as duas potências que dividiram o restante do pódio das finais.

A pontuação de 29,450 nas duas finais foi a maior alcançada pelo Brasil em competição internacional na temporada. A Confederação Brasileira de Ginástica confirmou as marcas e a composição da equipe em Frankfurt.

O Mundial encerra a principal competição do calendário internacional do ano. O calendário seguinte da seleção será divulgado pela confederação.

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