Agronegócio

Balança comercial tem superávit de US$ 1,906 bi na 1ª semana de setembro

Agro exportou US$ 1,406 bilhão no período, alta de 15,7% em um ano, segundo a Secex

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,906 bilhão na primeira semana de setembro, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), divulgados na terça-feira, 8. As exportações somaram US$ 7,298 bilhões e as importações, US$ 5,392 bilhões.

O número é parcial e cobre apenas os primeiros dias úteis do mês. Na comparação com o mesmo período de setembro de 2025, as exportações cresceram 31,7%.

O agronegócio respondeu por US$ 1,406 bilhão das vendas externas, alta de 15,7% em um ano. Foi o terceiro maior valor entre os grandes grupos de produtos no período.

A indústria extrativa liderou em valor e em ritmo de crescimento. O setor exportou US$ 2,264 bilhões, avanço de 84,4% sobre a primeira semana de setembro do ano passado. A indústria de transformação, maior grupo em valor absoluto, chegou a US$ 3,597 bilhões, com alta de 17,9%.

Como fica o acumulado do ano

De janeiro até a primeira semana de setembro, o saldo comercial acumulado é de US$ 57,224 bilhões, crescimento de 36,7% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

O desempenho do agro no ano já havia aparecido no fechamento de julho, quando as exportações do setor bateram recorde mensal, conforme dados do Ministério da Agricultura. Veja os números do recorde de US$ 16,34 bilhões exportados pelo agro em julho.

O que o dado parcial mostra e o que não mostra

A Secex publica balanços semanais que servem de termômetro, mas não substituem o fechamento mensal. A comparação entre semanas pode ser distorcida pelo número de dias úteis, pelo calendário de embarques e pela concentração de cargas de alto valor, como plataformas de petróleo e aeronaves.

No caso da indústria extrativa, a alta de 84,4% reflete essa característica. O grupo reúne minério de ferro e petróleo bruto, produtos cujo embarque se concentra em poucas operações de grande volume, o que amplifica variações percentuais em janelas curtas.

O dado do agro é menos volátil por depender do calendário de safra e do escoamento portuário, mais distribuídos ao longo do mês. Ainda assim, a leitura consolidada do setor só se confirma com o resultado fechado de setembro, previsto para o início de outubro.

Os três grandes grupos somam US$ 7,267 bilhões dos US$ 7,298 bilhões exportados na semana. A diferença de US$ 31 milhões corresponde a operações não classificadas nesses agregados, rubrica residual que a Secex mantém no balanço semanal.

Do lado das compras externas, os US$ 5,392 bilhões importados no período não foram abertos por setor na divulgação semanal. O detalhamento de insumos, bens de capital e combustíveis, que indica o ritmo da atividade industrial, só sai no fechamento mensal.

O MDIC não detalhou, na divulgação semanal, a composição por país de destino nem o desempenho individual de produtos. Esses recortes aparecem no Comex Stat, base pública mantida pela própria Secex, com consulta aberta por produto, capítulo da nomenclatura, país e unidade da federação.

É nessa base que se verifica se o salto da indústria extrativa vem de volume embarcado ou de preço internacional, distinção que o dado agregado não permite fazer. O mesmo vale para o agro: a alta de 15,7% pode refletir tanto mais toneladas embarcadas quanto cotação melhor em dólar.

O balanço fechado de setembro tem divulgação prevista para o início de outubro, quando a Secex consolida todos os dias úteis do mês e publica a comparação por média diária, critério oficial do ministério para medir variação entre períodos com número diferente de dias de despacho.

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