Lula participa do Dia do Soldado no QG do Exército com Fachin e Mourão
Ordem do Dia cita investimentos em defesa e alistamento feminino
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou nesta terça-feira, 25, da cerimônia do Dia do Soldado no Quartel-General do Exército, em Brasília. O evento reuniu autoridades dos três Poderes e teve leitura da Ordem do Dia assinada pelo comandante do Exército, general de Exército Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva.
Estiveram presentes os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin e Gilmar Mendes e o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). Pelo governo, acompanharam a solenidade o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Marco Antonio Amaro dos Santos, e o ministro da Controladoria-Geral da União, Vinícius Marques de Carvalho. Militares e civis foram condecorados durante o evento.
A data de 25 de agosto marca o nascimento de Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, patrono do Exército Brasileiro.
O que diz a Ordem do Dia
Assinada em Brasília na data da solenidade, a Ordem do Dia do Soldado de 2026 trata Caxias como referência de patriotismo e disciplina. Sobre o patrono, o texto afirma que ele "dedicou sua vida à preservação da unidade nacional, à manutenção da paz e à defesa da soberania do Brasil".
O documento também aborda o processo de modernização da Força. "Prosseguimos na permanente transformação do Exército Brasileiro, que busca adequar-se aos desafios do campo de batalha contemporâneo, fortalecendo suas capacidades militares", diz um dos trechos.
A Ordem do Dia recupera a trajetória do patrono para sustentar o argumento. Caxias serviu por mais de sessenta anos, e o texto destaca tanto as vitórias em campo de batalha quanto a capacidade de conduzir pelo exemplo, colocando-o como uma das expressões mais altas da nacionalidade.
Outro ponto da Ordem do Dia é a abertura do alistamento militar feminino voluntário, prevista para este ano. O texto se refere às futuras incorporadas como "detentoras da coragem das brasileiras que, ao longo da história, serviram nas áreas da saúde, da logística, do ensino, da administração e em diversas outras atividades militares".
O contexto da solenidade
A presença de Lula na cerimônia ocorre em ano eleitoral e reúne, no mesmo ambiente, o chefe do Executivo, ministros do Supremo e um senador que é general de Exército da reserva e foi vice-presidente da República.
Durante a leitura da Ordem do Dia, o comandante do Exército destacou a ampliação dos investimentos em defesa e a participação feminina nas Forças Armadas. O documento não traz cifras de orçamento nem detalha o cronograma do alistamento voluntário de mulheres.
A composição da mesa chama atenção pelo alcance institucional. Além do presidente da República e de dois ministros do Supremo, estiveram no QG os titulares da Defesa, da Justiça e Segurança Pública, do Gabinete de Segurança Institucional e da Controladoria-Geral da União, três pastas com atribuição direta sobre a relação entre governo e Forças Armadas.
A ausência de discurso presidencial e a leitura da Ordem do Dia como peça central da solenidade seguem o formato usual da data, em que a manifestação institucional cabe ao comandante da Força, e não ao chefe do Executivo.
O Dia do Soldado é a principal data comemorativa da Força depois do Dia do Exército, em 19 de abril, e concentra a entrega das condecorações da instituição, entre elas a Medalha do Pacificador e a Medalha Exército Brasileiro, distribuídas a militares e a civis considerados prestadores de serviço relevante.
A lista dos condecorados desta edição não havia sido divulgada até a publicação desta reportagem, e os registros da solenidade não trazem discurso do presidente da República durante a cerimônia.