Milei reforça alinhamento com Trump e provoca reação após ataques a Lula
Autoridades argentinas criticam declarações do presidente e falam em apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro
O presidente argentino Javier Milei voltou a atacar publicamente Lula em julho, e as declarações geraram reação de autoridades da província de Buenos Aires, que interpretaram as falas como apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência do Brasil.
Milei é um dos aliados mais próximos de Donald Trump na região e fez do confronto com governos de esquerda um dos eixos de sua política externa.
O laboratório argentino
A gestão Milei se tornou o experimento liberal mais observado do continente: corte drástico de despesa e abertura de mercado por um lado, custo de vida elevado e insatisfação entre aposentados por outro. São dois anos de mandato pela frente para consolidar ou não o resultado.
Onde o alinhamento tem limite
Mesmo próximo de Trump, Milei afirmou que não pretende romper laços comerciais com a China, principal compradora de commodities argentinas. É a mesma tensão que o Brasil enfrenta: preferência ideológica de um lado, dependência de mercado do outro.
O que isso significa para o Brasil
- Mercosul com presidentes em rota oposta reduz a chance de acordo comercial relevante
- A Argentina segue sendo destino importante da indústria brasileira, sobretudo automotiva
- O atrito pessoal entre chefes de Estado tende a se aprofundar em ano eleitoral nos dois países