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Drones russos atingem postos de combustível em Kiev e matam dois

Ataque da madrugada desta sexta-feira deixou pelo menos 12 feridos na capital ucraniana, segundo o prefeito Vitali Klitschko

Drones russos atingiram dois postos de combustível em Kiev na madrugada desta sexta-feira, 11, e mataram duas pessoas na capital ucraniana. Pelo menos 12 ficaram feridas, entre elas um menino de 12 anos, segundo o prefeito da cidade, Vitali Klitschko, em informação divulgada pela agência Reuters.

Os postos ficam nos distritos de Dniprovskyi e Obolonskyi. Um deles foi atingido duas vezes, e destroços de drone caíram sobre um carro estacionado nas proximidades. Um prédio residencial também foi alvo, com oito feridos. Na região de Kiev, fora da capital, uma mulher morreu.

Foi o segundo dia seguido de ataques a postos de combustível na cidade. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que a ofensiva com drones a jato do tipo shahed vem se tornando "cada vez mais terrorista em sua natureza".

O que foi atingido dos dois lados

Além dos postos, foi alvo em Kiev um prédio da Kyivstar, maior operadora de telefonia móvel do país. Segundo as autoridades ucranianas citadas pela Reuters, oito outras regiões do país foram atacadas na mesma madrugada.

A Ucrânia respondeu com ataques de drones a território russo. Três pessoas morreram: duas na região de Tula, durante a noite, e uma em Kursk, na sexta-feira, de acordo com autoridades locais russas. Foram atingidas ainda instalações de energia e petróleo nas regiões de Saratov, Volgogrado e Perm, incluindo uma refinaria e um centro logístico da varejista Ozon, que confirmou o incêndio.

A escolha dos alvos dos dois lados segue o padrão descrito pela Reuters: Moscou e Kiev vêm concentrando os ataques em infraestrutura logística, energética e econômica, com o objetivo de reduzir a capacidade do adversário de sustentar a guerra.

A pausa que durou três dias

Os ataques desta semana vieram depois de uma interrupção curta. Os enviados do presidente dos Estados Unidos, Jared Kushner e Steve Witkoff, chegaram a Moscou em 5 de setembro e deixaram Kiev no domingo, 6. Durante a passagem deles, os bombardeios às duas capitais foram suspensos por cerca de três dias, por razões de segurança.

Em 8 de setembro, com os enviados já fora da região, a Rússia retomou a ofensiva sobre Kiev e outras oito regiões, com mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones. O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, disse na ocasião que o ataque começou "no momento em que os enviados de paz do presidente dos Estados Unidos partiram".

Naquele dia morreram três pessoas em Kiev e 16 ficaram feridas, segundo o ministro do Interior ucraniano, Ivan Vyhivskyi, em números reproduzidos pela Agência Brasil. Foram atingidos 14 prédios, um alojamento, uma escola, uma clínica e depósitos. Fora da capital, o porto de Chornomorsk, no mar Negro, um mercado nos arredores de Odessa e um trem na região de Sumy também foram alvos; cerca de cem passageiros tiveram de deixar a composição.

A embaixadora da União Europeia na Ucrânia, Katarina Mathernova, que estava na cidade, resumiu a madrugada em uma frase: "Kiev estava explodindo e pegando fogo".

Não há, até o momento, manifestação pública do Ministério da Defesa da Rússia sobre os ataques desta sexta-feira nos despachos das agências internacionais. Moscou sustenta desde o início da invasão que suas forças miram alvos militares e infraestrutura ligada ao esforço de guerra.

A guerra na Ucrânia se arrasta desde fevereiro de 2022. Em agosto, um ataque com drones russos na região de Kiev matou um menino de 3 anos e os avós dele em Pukhivka.

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