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EUA marcam 25 anos do 11 de Setembro com Trump no Pentágono

Quatro ex-presidentes e o vice JD Vance foram ao Marco Zero; Trump discursou no Pentágono, onde morreram 184 pessoas

Os Estados Unidos marcaram nesta sexta-feira, 11, os 25 anos dos atentados de 11 de setembro de 2001 com cerimônias em Nova York, no Pentágono e em Shanksville, na Pensilvânia, os três locais atingidos pelos aviões sequestrados por terroristas da Al Qaeda.

No Marco Zero, em Manhattan, familiares leram em voz alta os 2.983 nomes inscritos no National September 11 Memorial & Museum, que reúne as vítimas de 2001 e as seis mortas no atentado a bomba de 26 de fevereiro de 1993 contra o World Trade Center. A leitura começou às 8h40 no horário local, e o primeiro momento de silêncio foi às 8h46, hora em que o primeiro avião atingiu a torre norte.

A cerimônia deste ano teve sete momentos de silêncio, um a mais do que nas edições anteriores. O sétimo, observado depois da leitura dos nomes, homenageou quem morreu em decorrência de doenças ligadas à exposição aos escombros.

Estiveram no Marco Zero os ex-presidentes Joe Biden, Barack Obama, George W. Bush e Bill Clinton, além da ex-secretária de Estado Hillary Clinton. O governo foi representado pelo vice-presidente JD Vance. O memorial não permite discurso de político em exercício na cerimônia desde 2012.

O presidente Donald Trump discursou no Pentágono, em Arlington, na Virgínia, onde foram lidos os nomes das 184 pessoas mortas quando o voo 77 da American Airlines atingiu o prédio. "Em 25 anos, uma geração se passou desde os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, e ainda assim o tempo não apagou o horror daquele dia", disse. Trump afirmou ainda que "a República Islâmica do Irã nunca terá uma arma nuclear".

As vítimas que seguem sem identificação

Os ataques mataram 2.977 pessoas nos três locais, sendo 2.753 delas no World Trade Center. O Escritório do Médico Legista Chefe de Nova York informou em 24 de agosto ter identificado a 1.654ª vítima do complexo, uma mulher adulta, pela primeira vez com o uso de genealogia genética forense. Outras 1.099 pessoas, cerca de 40% do total, continuam sem identificação.

O anúncio foi feito pelo escritório e pelo prefeito de Nova York, Zohran Mamdani.

A contagem de mortos não parou naquele ano. O World Trade Center Health Program, programa federal de saúde criado para atender quem esteve exposto à poeira tóxica, informa que mais de 9 mil socorristas morreram de doenças associadas aos ataques. Em 30 de junho deste ano, o programa tinha 144 mil pessoas inscritas. No dia do atentado, 412 socorristas morreram.

O aparato criado depois dos ataques

A resposta institucional redesenhou a segurança interna do país. A Administração de Segurança nos Transportes (TSA) foi criada em novembro de 2001 e federalizou a inspeção de passageiros nos aeroportos. Um ano depois, o Homeland Security Act reuniu 22 agências no Departamento de Segurança Interna, que entrou em operação em janeiro de 2003.

Parte da legislação de vigilância aprovada naquele período já caiu. A Seção 215 do Patriot Act, que amparava a coleta em massa de registros telefônicos, caducou em março de 2020 sem renovação. A Seção 702 da Lei de Vigilância de Inteligência Estrangeira (FISA), usada para monitorar comunicações de estrangeiros no exterior, expirou em 12 de junho deste ano, depois de a Câmara dos Representantes rejeitar por 198 votos a 218 uma extensão de curto prazo. Foi a primeira vez que o dispositivo caducou desde a criação, em 2008. A coleta segue amparada por certificações anuais aprovadas pela corte de vigilância.

O custo fiscal das guerras abertas depois de 2001 é estimado em cerca de US$ 8 trilhões pelo projeto Costs of War, da Universidade Brown, somando Afeganistão, Paquistão, Iraque, Síria, segurança interna e atendimento a veteranos. Em agosto, a dívida pública americana passou de US$ 40 trilhões pela primeira vez.

Na base naval americana de Guantánamo, em Cuba, permanecem 15 detidos. Khalid Sheikh Mohammed, apontado como chefe de operações da Al Qaeda e acusado de planejar os ataques, está preso no local desde 2006. Um juiz militar marcou para 5 de junho de 2028 o início do julgamento dele e de outros três réus perante uma comissão militar. Osama bin Laden, fundador da Al Qaeda, foi morto por forças americanas no Paquistão em 2011.

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