Eleições 2026

TSE retotaliza votos sem Garotinho, Paes desiste e Rio de Janeiro fica sem segundo turno

Com a exclusão dos votos anulados, Douglas Ruas (PL) passa de 50% dos válidos; declaração do resultado depende do TRE-RJ

Neste texto5 tópicos
  1. O que o TSE decidiu
  2. A sequência de decisões
  3. A reação de Paes
  4. Efeito na campanha de rádio e TV
  5. O que falta acontecer

O Rio de Janeiro não terá segundo turno para o governo do estado. O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu na quinta-feira (8) retotalizar os votos válidos sem os de Anthony Garotinho (Republicanos), e a conta passou a colocar Douglas Ruas (PL) acima de 50%. Na noite do mesmo dia, Eduardo Paes (PSD) desistiu da candidatura depois que o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido dele. As informações são da Agência Brasil.

O que o TSE decidiu

A votação no plenário terminou em 5 votos a 2 pela retotalização dos votos válidos, com a exclusão dos votos de Garotinho. Com a mudança, Ruas supera os 50% dos votos válidos por uma margem de cerca de 74 mil votos e seria eleito já no primeiro turno. A declaração do novo resultado final depende de um ato do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ).

Na primeira totalização, que será descartada, Ruas tinha 49,27% dos votos válidos, ou 4.271.199 votos. Paes tinha 42,76%, ou 3.706.984 votos. Garotinho recebeu 274.411 votos, 3,71%, que foram anulados.

A sequência de decisões

O TRE-RJ havia indeferido o registro da candidatura de Garotinho. Ele recorreu ao TSE e, enquanto o recurso não era julgado, teve direito de aparecer na urna.

Na sexta-feira (2), antes da votação, o relator do caso, ministro Floriano de Azevedo Marques, decidiu que os votos de Garotinho não poderiam ser considerados válidos. No domingo (4), dia da eleição, o ministro Nunes Marques determinou que eles fossem totalizados como válidos até o TSE julgar o recurso.

No dia seguinte à votação, Garotinho desistiu do recurso. O TSE, por unanimidade, negou a desistência e julgou o recurso na quinta-feira (8), declarando nulos os votos que ele recebeu.

A reação de Paes

Paes recorreu ao STF pedindo que a decisão do TSE fosse invalidada. Com a negativa de Zanin, retirou a candidatura. Em nota, afirmou que a maioria dos eleitores fluminenses queria a definição no segundo turno, mas que decisões judiciais devem ser respeitadas.

"Infelizmente, a Justiça decidiu que não haverá segundo turno, contrariando a vontade soberana dos eleitores", escreveu. Ele lembrou os mais de 3,7 milhões de votos que recebeu e disse que o estado enfrenta uma das maiores crises de sua história, especialmente na segurança pública. Segundo a nota, o grupo político dele e o PSD seguirão acompanhando e cobrando resultados do governo, que representa a continuidade do grupo que está no poder há oito anos.

Efeito na campanha de rádio e TV

A decisão também alterou a propaganda eleitoral gratuita do segundo turno, que começou na sexta-feira (9). O Rio ficou fora da divisão de tempo entre candidatos ao governo, já que o segundo turno no estado foi cancelado.

O que falta acontecer

Falta o TRE-RJ declarar o novo resultado final. O caso mostra o que acontece com os votos de quem aparece na urna com o registro de candidatura ainda em discussão: eles podem ser anulados depois, como ocorreu com os de Garotinho.

Nos estados em que o segundo turno foi mantido, a votação segue marcada para 25 de outubro. No Distrito Federal, a disputa é entre Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT).

Com informações da Agência Brasil, publicadas em 9 de outubro de 2026.

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