Lula fecha palanque em 26 unidades da federação; Flávio tem 7 indefinidas
Levantamento mapeia candidatos a governador alinhados a cada pré-candidato à Presidência antes do prazo final das convenções
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem candidatos a governador alinhados em 25 estados e no Distrito Federal, o que fecha palanque em 26 das 27 unidades da federação. O senador Flávio Bolsonaro (PL) tem apoiadores identificados em 20 unidades, e sete seguem indefinidas. Os números são de levantamento do Congresso em Foco divulgado em 29 de julho.
No caso do pré-candidato do PL, a inclusão de Minas Gerais depende de o senador Cleitinho Azevedo confirmar que disputará o governo do estado. Sem Minas, são 19 palanques bem encaminhados. Os estados sem definição são Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco e Tocantins.
Como se distribuem os apoios
O palanque do petista é montado com nomes de sete siglas. O PT fornece 12 candidatos a governador, o PSD entra com cinco e o PSB com quatro. MDB e PDT aparecem com dois cada, e PP e União Brasil com um cada.
Do lado de Flávio Bolsonaro, a base é mais concentrada: entre os 22 candidatos relacionados a ele, 12 são do PL, cinco do Republicanos, quatro do PP e um do Podemos. A configuração nacional é menos favorável que a enfrentada por Jair Bolsonaro em 2022.
Os demais pré-candidatos
- Lula (PT): palanque em 26 unidades da federação.
- Flávio Bolsonaro (PL): 20 unidades, sendo 19 bem encaminhadas sem Minas Gerais.
- Romeu Zema (Novo): 9 unidades da federação.
- Ronaldo Caiado (PSD): 7 unidades.
- Renan Santos (Missão): 7 unidades.
O palanque estadual define quem sobe ao mesmo palco em comício, quem divide tempo de televisão na propaganda e quem empresta estrutura local de campanha. Em estados sem candidato próprio a governador, o pré-candidato à Presidência depende de acordo pontual ou disputa o voto sem apoio de máquina estadual.
O prazo aperta
As convenções partidárias definem candidaturas e coligações majoritárias e encerram o ciclo de negociação. Estados ainda indefinidos entram na reta final com pressão dupla: fechar nome competitivo para o governo e garantir que a chapa não abandone o pré-candidato à Presidência no material de campanha.
Procurados, os partidos citados não haviam se manifestado sobre a contagem até a publicação. Os números podem mudar conforme as convenções confirmarem ou trocarem nomes.
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