Kassio suspende vídeo do PT na TV que ligava Flávio ao Master e Gaspar a acusação de estupro
Kassio Nunes Marques mandou retirar vídeo de Lula na TV que citava Vorcaro e Gaspar: faltou indicar a investigação e o arquivamento no STF.
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, mandou tirar do ar um vídeo da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) exibido no horário eleitoral de TV contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A decisão foi proferida no sábado (10), a pedido da campanha do candidato do PL. O TSE notificou as emissoras para retirar o vídeo do ar, informou a Agência Brasil.
A peça comparava a trajetória de Lula e do vice Geraldo Alckmin com a de Flávio e do candidato a vice na chapa do PL, Alfredo Gaspar. O vídeo citava a relação do senador com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e um pedido de investigação sobre acusação de estupro contra Gaspar.
Por que o TSE suspendeu o vídeo
Segundo a Agência Brasil, a fundamentação trata da forma da peça: a campanha de Lula não indicou qual procedimento investigatório foi aberto contra Flávio, qual autoridade o conduz nem a fonte da informação.
No caso de Gaspar, o ministro apontou outra omissão. O vídeo não dizia que o pedido de investigação foi arquivado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Para Kassio, o conjunto induz o eleitor a uma conclusão que a decisão resume assim:
"A mensagem que razoavelmente se transmite ao eleitorado é a de que a chapa adversária se define pela prática de crimes de corrupção, de lavagem de dinheiro e de natureza sexual contra criança."
O que a campanha de Lula alegou
A campanha petista afirmou que usou informações verdadeiras. Entre elas, relatórios da Polícia Federal (PF) sobre o financiamento do filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os documentos, conforme a Agência Brasil, detalham mensagens entre Flávio e Vorcaro. Segundo a PF, o senador pediu R$ 131 milhões ao dono do Master para a produção, dos quais R$ 60 milhões teriam sido pagos.
A reportagem da Agência Brasil não registra resposta da campanha de Flávio sobre o conteúdo dos relatórios. O que o tribunal avaliou foi a maneira como o vídeo apresentou as informações, e não o mérito das investigações.
A sequência de decisões do fim de semana
A suspensão do vídeo se soma a outras decisões do tribunal sobre a propaganda de Lula. O ministro André Mendonça proibiu anúncios pagos que associavam Flávio à manutenção da escala 6x1, e o ministro Marco Aurélio Bellizze deu 48 horas para a Meta explicar a acusação de "seletividade algorítmica" contra as postagens do presidente.
No mesmo fim de semana, Kassio também suspendeu o canal "Exército do Lula" no WhatsApp, que reúne cerca de 3,4 milhões de pessoas. O corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Vilas Bôas Cuêva, liberou o canal horas depois. A reportagem do Resenhando sobre o caso está em Corregedor do TSE derruba suspensão do canal "Exército do Lula".
A disputa jurídica corre a pouco menos de duas semanas do segundo turno, marcado para 25 de outubro. O próximo ponto a acompanhar é a resposta da Meta ao TSE, no prazo de 48 horas fixado por Bellizze.
Fonte: Agência Brasil, 11/10/2026. Procurada pela Agência Brasil, a campanha de Lula argumentou que as informações do vídeo são verdadeiras.