Agronegócio

Cuba abre mercado a maçã, uva, pera e laranja do Brasil

México autoriza a entrada de colágeno bovino; habilitações foram anunciadas por Mapa e Itamaraty

Cuba autorizou a entrada de maçã, uva, pera e laranja frescas do Brasil, e o México abriu o mercado para proteínas de bovinos não hidrolisadas, o colágeno usado pela indústria de alimentos e de suplementos. As habilitações foram divulgadas em 14 de setembro em nota conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária e do Ministério das Relações Exteriores.

Segundo o comunicado, as autoridades sanitárias dos dois países comunicaram ao Brasil o aceite dos requisitos exigidos para a exportação. A nota não traz estimativa de faturamento nem prazo para os primeiros embarques.

O que muda para o produtor

A abertura de mercado é o passo em que o país importador reconhece o sistema sanitário brasileiro e aprova o certificado que acompanhará a carga. A partir daí, cada empresa interessada precisa cumprir as exigências do destino e obter a habilitação do estabelecimento junto ao Ministério da Agricultura.

No caso das frutas frescas, o controle recai sobre pragas quarentenárias, rastreabilidade do pomar e condições de embalagem. No caso do colágeno bovino, o ponto central é a origem da matéria-prima e o processamento em plantas habilitadas.

Os quatro produtos liberados por Cuba vêm de cadeias concentradas no Sul e no Sudeste. A maçã tem produção forte em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul; a uva, no Vale do São Francisco e na serra gaúcha; a pera tem produção nacional pequena; a laranja se concentra em São Paulo e no Triângulo Mineiro.

Uma sequência de aberturas

O anúncio se soma a outras habilitações obtidas ao longo do ano, em que o governo negocia acesso produto a produto e país a país. Em agosto, Malásia e Cuba abriram mercado para miúdos bovinos e limão taiti do Brasil, e a China liberou o registro para polpas e frutas congeladas.

A pauta interessa ao produtor por um motivo direto: abrir destino é reduzir dependência de um comprador só. A tarifa aplicada pelos Estados Unidos a produtos brasileiros neste ano expôs o custo da concentração, e cada nova habilitação amplia a lista de alternativas disponíveis ao exportador.

O Ministério da Agricultura não divulgou quantos estabelecimentos já estão aptos a embarcar para Cuba e para o México. A lista de plantas habilitadas por destino é publicada pela própria pasta e atualizada conforme as aprovações sanitárias avançam.

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