Agronegócio

Governo diz que Brasil abriu 700 mercados para o agro desde 2023 e que vendas à UE subiram 30,7%

Ministros citam 700 aberturas de mercado para o agro em 99 destinos desde 2023 e alta de 30,7% nas exportações à UE após o acordo com o Mercosul.

O governo federal informou nesta terça-feira, 13, que o Brasil abriu 700 mercados internacionais para produtos agropecuários desde o início de 2023. As aberturas, em 99 destinos entre países e blocos, foram celebradas em cerimônia no Ministério da Agricultura e Pecuária, em Brasília, com a presença do ministro André de Paula e de colegas da Esplanada. Os números são do próprio governo e foram reproduzidos pela Agência Brasil.

Na comparação que fez durante o evento, De Paula disse que foram "700 aberturas de mercado contra 241 do governo anterior". Cada abertura depende de autorização sanitária do país comprador para a entrada de um produto brasileiro.

O que os números mostram

A ApexBrasil estima que o país já exportou US$ 5,8 bilhões para os mercados abertos desde 2023 e projeta que as vendas a esses destinos cheguem a US$ 80 bilhões nos próximos quatro anos. A projeção é da agência, e não um resultado medido.

Os valores têm escalas distintas. Os US$ 5,8 bilhões são acumulados em quase quatro anos. Já os US$ 169 bilhões que De Paula citou como exportação de alimentos são só os deste ano até agora, e ficam cerca de US$ 2 bilhões abaixo dos Estados Unidos, segundo o ministro. Ele afirmou que o Brasil deve terminar o ano como o maior exportador mundial de alimentos.

O ministro também lembrou a autorização da China para a compra de miúdos suínos brasileiros e disse esperar novas aberturas.

União Europeia e Plano Safra

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, disse que as exportações brasileiras para a União Europeia cresceram 30,7% entre maio e setembro, na comparação com o mesmo período de 2025. O acordo entre o Mercosul e o bloco europeu está em vigor de forma provisória desde 1º de maio, depois de quase 27 anos de negociação. De janeiro a setembro, as vendas à UE somaram US$ 44,17 bilhões, alta de 20%.

Elias Rosa afirmou que o avanço não se limita ao campo. Segundo ele, o comércio exterior brasileiro cresceu em média 10,5% em um ambiente de tensão geopolítica e de mais barreiras comerciais. Sobre os Estados Unidos, classificou o momento como "delicado", mas disse que o governo não sairá da mesa de negociação. O chanceler Mauro Vieira atribuiu ao acordo com a UE uma expansão de cerca de 30% das exportações desde maio.

Sobre crédito, De Paula disse que o Plano Safra em vigor soma mais de R$ 610 bilhões para a agricultura empresarial e familiar e que, nos quatro anos de governo Lula, os recursos passaram de R$ 1 trilhão. Ele projetou uma safra 2026/27 de 366 milhões de toneladas.

O balanço sai a menos de duas semanas do segundo turno, marcado para 25 de outubro. A abertura de mercado já foi tema de articulação no Congresso: a Comissão de Relações Exteriores do Senado discutiu em agosto como reagir às barreiras da UE à carne brasileira.

Fonte: Agência Brasil, 13 de outubro de 2026.