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Eduardo Bolsonaro terá reuniões em Washington sobre sanções a Moraes

Paulo Figueiredo confirmou à Gazeta do Povo mais de um encontro na capital americana; a pauta inclui a Lei Magnitsky

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro terá mais de uma reunião em Washington nesta semana para tratar da aplicação de sanções dos Estados Unidos contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A informação foi confirmada à Gazeta do Povo pelo jornalista Paulo Figueiredo, em reportagem publicada nesta segunda-feira, 14.

Figueiredo afirmou que haverá mais de um encontro na capital americana e confirmou que a adoção de sanções contra Moraes estará entre os assuntos discutidos. Disse também que não serão divulgados mais detalhes sobre as reuniões, como a identidade dos interlocutores ou o local dos encontros.

Eduardo Bolsonaro já havia anunciado publicamente que iria a Washington nesta semana para tentar retomar a pressão pela aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro. Na ocasião, não informou com quem pretendia se encontrar.

O que já foi aplicado e depois retirado

Moraes foi alvo da Lei Magnitsky no ano passado. Em julho de 2025, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos incluiu o ministro na lista de sancionados, sob acusações de violações de direitos humanos. Dois meses depois, o Tesouro aplicou sanções também à mulher do ministro, Viviane Barci de Moraes, e ao Lex Instituto de Estudos Jurídicos, ligado à família.

As sanções contra Moraes e contra a mulher foram retiradas em dezembro de 2025.

A Lei Magnitsky permite ao governo americano bloquear bens e interesses financeiros sob jurisdição dos Estados Unidos e restringir transações envolvendo estrangeiros sancionados por corrupção ou por graves violações de direitos humanos. É um instrumento do Executivo americano e não depende de decisão judicial no Brasil.

O calendário coincide com a sessão do STF

A confirmação das reuniões ocorreu na véspera da sessão extraordinária do plenário do STF marcada para esta terça-feira, 15. A Corte analisa se deve avançar uma investigação sobre a relação entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e examina o relatório da Polícia Federal que levantou questionamentos sobre essa relação.

Mensagens atribuídas a Moraes e a Vorcaro aumentaram a pressão sobre o magistrado nos últimos dias. A sessão começou às 10h e ainda estava em curso no início da tarde desta terça, sem resultado proclamado.

Nem o gabinete de Alexandre de Moraes nem o Itamaraty divulgaram manifestação sobre a viagem. Eduardo Bolsonaro não detalhou publicamente a pauta dos encontros além do que foi dito por Figueiredo, e o conteúdo das reuniões, segundo o próprio jornalista, não será divulgado.

O ex-deputado responde a processo no próprio Supremo. Em setembro, a Primeira Turma começou a julgar os embargos contra a condenação a 4 anos e 2 meses: veja como está o placar da AP 2782.

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