Desabamento em mina de ouro na Colombia deixa 13 mortos
Talude cedeu sobre a frente de lavra em Policarpa, no departamento de Narino; entre as vitimas ha quatro indigenas quillasinga
O desabamento de um talude em uma mina de ouro no município de Policarpa, no departamento de Nariño, sudoeste da Colômbia, matou 13 trabalhadores e deixou sete feridos. O acidente ocorreu na quarta-feira, 19 de agosto, e o balanço foi divulgado pelas autoridades locais, segundo a agência Reuters.
As primeiras informações apontavam uma explosão como causa. As autoridades corrigiram a versão em seguida: o que atingiu os trabalhadores foi o deslizamento de terra de um talude sobre a área de lavra, em mina a céu aberto. Entre os mortos estão quatro integrantes de uma mesma família do povo indígena quillasinga.
Como foi o resgate
A operação de busca mobilizou bombeiros, moradores da região e máquinas escavadeiras. Os trabalhos foram encerrados por volta das 2h da madrugada, depois que todos os desaparecidos foram localizados. Os feridos foram levados para unidades de saúde da região.
O número de feridos variou entre os veículos que cobriram o caso. O balanço reproduzido pela Reuters e pela Agência Brasil aponta sete pessoas atendidas; o portal colombiano Infobae chegou a registrar 17 feridos em atualização posterior. As autoridades de Nariño não divulgaram balanço consolidado até a publicação desta reportagem.
Ouro artesanal no sudoeste colombiano
Policarpa fica na região montanhosa de Nariño, área de fronteira agrícola e de garimpo que concentra parte da extração artesanal de ouro do país. O jornal colombiano El Tiempo descreveu a lavra atingida como mina artesanal de ouro, categoria em que a operação depende de escoramento improvisado e de equipamento de baixa mecanização.
O acidente de Policarpa se enquadra nesse perfil: o talude cedeu sobre quem trabalhava na frente de lavra, sem que houvesse estrutura de contenção capaz de segurar o material.
O governo colombiano não havia anunciado, até a publicação desta reportagem, medidas específicas de fiscalização em resposta ao acidente de Policarpa. Não houve manifestação pública sobre a titularidade da lavra nem sobre eventual autorização de funcionamento da mina.