Meta atribui falhas em posts de Lula a problemas técnicos e nega favorecer Flávio
Empresa chama de "falsas" as alegações do PT; TSE deu 48 horas para explicações técnicas
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A Meta, dona do Instagram, do Facebook e do WhatsApp, afirmou neste domingo, 11, que problemas técnicos explicam as falhas relatadas pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na distribuição de publicações nas redes sociais. A empresa negou que esteja favorecendo o candidato Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. As informações são da Agência Brasil, republicadas pelo Poder360.
"As alegações são simplesmente falsas e não encontram respaldo nos fatos. Muitos dos problemas técnicos mencionados não afetaram exclusivamente o Brasil ou contas específicas nas nossas plataformas. Cumprimos com as normas eleitorais e estamos comprometidos com a isonomia do uso das nossas plataformas por todos", declarou a companhia.
O que o PT alega
A manifestação da Meta veio depois de a campanha petista acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) por suspeita de interferência eleitoral. Para o PT, a plataforma restringiu o alcance de conteúdos favoráveis a Lula e apresentou falhas no impulsionamento de publicações.
A campanha contesta a justificativa da empresa. Segundo o partido, a Meta não apresentou evidências de que as falhas tenham atingido outros candidatos no Brasil. A sigla diz ainda que a conta de anúncios do presidente foi desativada durante o primeiro turno e que publicações registraram interrupções no número de visualizações.
O número do levantamento petista
Um levantamento da Secretaria Nacional de Comunicação do PT indica que o perfil de Flávio teve, em média, 2,96 vez mais engajamento que o de Lula, apesar de ter 17,2% menos seguidores. A própria reportagem da Agência Brasil observa que a diferença, isoladamente, não comprovaria interferência da plataforma. O dado é do partido, não de auditoria independente.
Prazo no TSE
No sábado, 10, o ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE, deu 48 horas para a Meta apresentar explicações técnicas sobre as supostas restrições. A empresa deve detalhar eventuais limitações na entrega de publicações, mudanças nas métricas de visualização e os motivos da desativação da conta de anúncios da campanha petista.
O ministro também cobrou informações sobre uma rede de 255 perfis automatizados no Instagram que, segundo a coligação de Lula, teria divulgado conteúdos contrários ao presidente.
Depois da resposta da Meta, a campanha e a Procuradoria-Geral Eleitoral terão 24 horas cada para se pronunciar antes da análise do pedido de urgência. Até a publicação da reportagem, não havia manifestação da campanha de Flávio sobre o tema.
O embate sobre as redes se soma a outras decisões do TSE neste domingo: o tribunal barrou anúncios pagos do PT sobre Flávio e a escala 6x1, e a campanha de Lula levou à rua o ato pela reeleição na Avenida Paulista.
Fontes: Agência Brasil e Poder360, 11 de outubro de 2026.