Eleições 2026

Fonasefe diz que Meta removeu 13 posts após ordem do TSE em ação de Flávio Bolsonaro

Ministro Bellizze mandou remover posts do Fonasefe contra Flávio Bolsonaro por propaganda irregular de pessoa jurídica. Entidade fala em censura.

Neste texto3 tópicos
  1. O que o TSE determinou
  2. O que diz o Fonasefe
  3. Decisão repete linha de outros casos

O Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) informou nesta terça-feira, 13, que a Meta retirou 13 publicações do perfil da entidade no Instagram, em cumprimento a decisão da Justiça Eleitoral. A ordem partiu do ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após representação do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro. As informações são da Agência Brasil.

O que o TSE determinou

Bellizze mandou remover, em 24 horas, conteúdos específicos do Fonasefe e proibiu a republicação das mesmas peças. Entre elas está o material "Lembrar para Não Esquecer: 5 Ataques de Bolsonaro aos Serviços e Servidores Públicos", além de postagens com críticas à proposta de "tesouraço" anunciada pelo candidato, segundo a nota da entidade.

O ministro enquadrou o caso como propaganda eleitoral irregular na internet. Ele escreveu que, "na linha do entendimento firmado por esta Corte Superior, é vedada a propaganda eleitoral em sítios eletrônicos vinculados a pessoas jurídicas ou a agentes econômicos que atuem de fato como tais". Também afirmou que a participação de pessoas jurídicas em propaganda, na pré-campanha ou na campanha, é incompatível com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que proibiu doações de empresas a campanhas.

O que diz o Fonasefe

A entidade chama a medida de censura e de "grave cerceamento" do debate público. Argumenta que as peças se baseiam em notícias da imprensa, em medidas do governo de Jair Bolsonaro e em declarações públicas de Flávio Bolsonaro e de integrantes de sua assessoria. Segundo o fórum, nenhuma delas pedia voto nem trazia informação falsa.

O Fonasefe sustenta ainda que a articulação "não é uma personalidade jurídica formal" e, por isso, não estaria impedida pela legislação eleitoral de publicar esse tipo de manifestação. A nota diz que o fórum seguirá defendendo o serviço público e a liberdade de manifestação das entidades representativas. A reportagem da Agência Brasil não traz posicionamento da campanha de Flávio Bolsonaro sobre a nota.

Decisão repete linha de outros casos

A ordem se soma a decisões recentes do TSE sobre conteúdo contra o candidato do PL em perfis de entidades. No domingo, 11, o ministro André Mendonça mandou a Central Única dos Trabalhadores retirar cinco publicações do Instagram, também por indício de propaganda em perfil de pessoa jurídica; o caso está detalhado em matéria do Resenhando sobre a CUT. No mesmo dia, Mendonça também barrou anúncios pagos do PT que associavam Flávio ao fim da escala 6x1.

Nos dois casos de entidades, o fundamento é o mesmo: perfil institucional de pessoa jurídica não pode fazer propaganda eleitoral. A reportagem não informa se o Fonasefe pretende recorrer.

Fonte: Agência Brasil, reportagem de 14 de outubro de 2026. O teor integral da decisão de Bellizze não pôde ser consultado no site do TSE até a publicação.