Direita entra nas convenções fragmentada e sem candidatura única
Dois nomes competitivos disputam o mesmo eleitorado antigoverno no primeiro turno
O campo de direita chega ao período de convenções partidárias sem acordo em torno de um único nome. PL e PSD homologaram candidaturas próprias à Presidência, e o eleitorado que rejeita o governo federal terá pelo menos duas opções competitivas no primeiro turno.
A conta que a fragmentação impõe
Em eleição de dois turnos, dividir o voto no primeiro não é fatal, desde que um dos nomes chegue ao segundo. O risco é outro: com dois candidatos consumindo tempo de televisão, financiamento e militância um contra o outro, ambos gastam recursos atacando o vizinho em vez do governo.
Precedentes que a direita conhece
A dispersão do voto conservador já custou disputas estaduais em ciclos anteriores, quando duas candidaturas do mesmo campo somaram votos suficientes para o segundo turno, mas separadas ficaram fora.
O prazo real para negociar
As convenções terminam em 5 de agosto, mas ajustes seguem possíveis até o prazo de registro das candidaturas. Depois disso, qualquer acomodação passa a depender de renúncia formal, hipótese rara em campanha já lançada.