Datafolha: 41% aprovam e 32% desaprovam Mateus Simões em Minas
Levantamento ouviu 1.204 eleitores mineiros entre 18 e 20 de agosto; 27% não responderam sobre a gestão do governador
A gestão do governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), é aprovada por 41% dos eleitores do estado e desaprovada por 32%, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta semana. O instituto ouviu 1.204 pessoas entre 18 e 20 de agosto de 2026.
Outros 27% dos entrevistados não responderam à pergunta sobre aprovação, o índice mais alto entre as três alternativas depois dos que aprovam. A margem de erro do levantamento é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, com grau de confiança de 95%.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número MG-00446/2026 e foi contratada pela Globo, ao custo de R$ 162.300.
O registro prévio no TSE é obrigatório para toda pesquisa eleitoral divulgada no país, conforme a Lei 9.504, de 1997. O pedido inclui o contratante, o valor pago, a metodologia, o plano amostral e o questionário aplicado, e precisa ser protocolado até cinco dias antes da divulgação dos números.
A divulgação de pesquisa sem registro prévio sujeita o responsável a multa e configura crime eleitoral, com pena de detenção. A regra vale igualmente para institutos, contratantes e veículos que publicam os números.
Como os mineiros avaliam a administração
Na pergunta sobre avaliação da gestão, que é distinta da de aprovação, os números se distribuem de outra forma:
- Ótimo ou bom: 23%
- Regular: 37%
- Ruim ou péssimo: 15%
O bloco de avaliação regular é o maior isolado, à frente do somatório dos que classificam a administração como ótima ou boa. A soma das três respostas não chega a 100%, o que indica parcela de entrevistados que não opinaram também nesse item.
A diferença entre os 41% que aprovam a gestão e os 23% que a classificam como ótima ou boa é comum em levantamentos desse tipo. As duas perguntas medem coisas diferentes: uma registra concordância com a condução do governo, a outra pede uma nota ao desempenho.
O contexto eleitoral em Minas
Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do país. São 16.377.659 eleitores aptos a votar em 2026, o equivalente a 10,32% dos 158.745.463 registrados pelo Tribunal Superior Eleitoral em todo o país. O estado fica atrás apenas de São Paulo.
Em outubro, os mineiros elegem governador, dois senadores, a bancada federal e os deputados estaduais. O índice de 27% de eleitores que não responderam sobre a gestão indica um contingente relevante ainda sem posição formada sobre a administração estadual, a pouco mais de um mês do primeiro turno.
Com a margem de 3 pontos, os 41% de aprovação podem variar entre 38% e 44%, e os 32% de desaprovação, entre 29% e 35%. Os intervalos não se sobrepõem, o que indica vantagem dos que aprovam dentro do grau de confiança declarado.
O campo em Minas foi realizado entre 18 e 20 de agosto, um dia a menos que os levantamentos do instituto em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Distrito Federal, todos encerrados em 21 de agosto.
Na mesma rodada, o Datafolha mediu a disputa pelo Senado no estado e apontou quatro candidatos empatados tecnicamente. São duas vagas em jogo por unidade da federação nesta eleição, com a renovação de dois terços da Casa.
Os dados completos de cada recorte, incluindo plano amostral e questionário, ficam disponíveis para consulta pública no sistema PesqEle, do TSE, a partir do número de registro do levantamento. A consulta é gratuita.
O calendário eleitoral define o primeiro turno para 4 de outubro de 2026 e um eventual segundo turno para 25 de outubro, com votação das 8h às 17h no horário de Brasília.
Pesquisas de opinião retratam o momento em que o campo foi realizado e não constituem previsão de resultado eleitoral. Índices de aprovação de governo medem avaliação da gestão e não se convertem automaticamente em intenção de voto.