TSE reformula a página Fato ou Boato para as Eleições 2026
Plataforma criada em 2020 ganha nova busca por categoria, instituição e período de checagem
O Tribunal Superior Eleitoral reformulou a página Fato ou Boato para as Eleições 2026. A mudança foi anunciada em 21 de agosto e envolve nova identidade visual, atualização tecnológica da plataforma e ferramentas de busca das checagens já publicadas.
A página integra o Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação, criado pela Justiça Eleitoral, e existe desde setembro de 2020.
O que muda na plataforma
Segundo o TSE, a reformulação modernizou a estrutura do site e trouxe melhorias na gestão de conteúdo. O tribunal afirma que as mudanças reforçam a segurança do sistema, com avanços nos mecanismos de proteção, e aumentam o desempenho da plataforma, o que tornaria a navegação e o gerenciamento das informações mais ágeis.
Na prática, o usuário passa a poder pesquisar checagens já feitas e filtrar o resultado por três critérios:
- categoria do conteúdo;
- instituição responsável pela verificação;
- período de publicação.
A página também exibe as últimas checagens e reúne material educativo sobre como identificar informação falsa.
Quem faz a checagem
O conteúdo da plataforma não é produzido apenas pelo tribunal. A página reúne materiais produzidos por instituições e agências de checagem que participam da rede nacional de verificação de informações sobre o processo eleitoral, conforme a nota do TSE.
O tribunal não divulgou, no anúncio da reformulação, a lista atualizada dos parceiros da rede nem o critério de admissão de novas agências. Também não informou quantas checagens já estão disponíveis na base nem qual o prazo médio entre a circulação de um conteúdo e a publicação da verificação.
As orientações que o TSE publica
Entre as recomendações reunidas na página, o tribunal lista cuidados que o eleitor deve adotar antes de repassar um conteúdo:
- verificar a fonte da notícia;
- ler o conteúdo completo da reportagem, em vez de considerar apenas o título;
- observar com atenção o endereço eletrônico do site;
- redobrar o cuidado antes de compartilhar material recebido por redes sociais e aplicativos de mensagens.
A moldura institucional da eleição de 2026
A reformulação chega na semana em que a campanha entrou na fase de rádio e TV e se soma a outras frentes montadas pela Justiça Eleitoral para este ciclo. Em agosto, o tribunal criou um conselho consultivo para acompanhar desinformação e uso de inteligência artificial na eleição, pela Portaria 495.
A checagem oficial de conteúdo eleitoral por órgão do Judiciário é objeto de disputa desde 2020, quando a plataforma foi criada. De um lado, o argumento de que a Justiça Eleitoral precisa responder a boatos sobre o próprio sistema de votação, que ela administra. De outro, a crítica de que o mesmo órgão que organiza a eleição e julga as representações não deveria classificar conteúdo como verdadeiro ou falso.
O anúncio desta semana trata da ferramenta, não do modelo. A nota do TSE não menciona mudança no critério de seleção do que entra na plataforma, e o programa segue com a estrutura definida desde a criação.
O primeiro turno está marcado para 4 de outubro.