Eleições 2026

Quaest: Flávio tem 45% e Lula 44% no 2º turno; indecisos dobram para 14% no voto espontâneo

Pesquisa registrada no TSE sob o número BR-08535/2026 mostra empate técnico e rejeição em queda para os dois candidatos

A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira, 21, mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 45% das intenções de voto no segundo turno, contra 44% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença de um ponto está dentro da margem de erro de dois pontos, para mais ou para menos: empate técnico, como na rodada de 14 de outubro, quando o placar era 46% a 44%.

O levantamento, contratado pela TV Globo e pelo jornal O Globo, ouviu 2.154 eleitores de 16 anos ou mais entre sábado, 17, e terça-feira, 20. O nível de confiança é de 95% e a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08535/2026. Votos em branco, nulos e eleitores que não pretendem votar somam 9%. Os indecisos são 2%, ante 1% na rodada anterior.

O dado que o diretor da Quaest, Felipe Nunes, destacou é o do voto espontâneo, quando o entrevistador não apresenta os nomes. Flávio e Lula aparecem com 40% cada. Nessa pergunta, os indecisos passaram de 7% para 14% em uma semana. Entre as mulheres, de 8% para 17%. Entre os independentes, que não se identificam como petistas nem bolsonaristas, de 13% para 31%.

"O quadro quase não se alterou entre as duas rodadas", escreveu Nunes na rede X. Segundo ele, a oscilação de dois pontos para um "não permite tirar nenhuma conclusão sobre virada, mudança ou vantagem".

A fidelidade de quem votou nos dois primeiros colocados no primeiro turno é alta: Flávio retém 94% dos eleitores que o escolheram em 4 de outubro, e Lula, 95%. Quanto ao grupo de 6% que votou em outros nomes, cerca de 9 milhões de pessoas pela conta da Quaest, 43% declaram voto em Flávio e 37% em Lula. Entre quem não foi votar ou anulou, a ordem se inverte: 40% vão de Lula e 36% de Flávio. Nos recortes por candidato derrotado, a margem de erro é bem maior, de 17 a 24 pontos. Entre eleitores de Ronaldo Caiado, a intenção de voto em Flávio passou de 42% para 57%; entre os de Augusto Cury, a em Lula passou de 34% para 48%.

A rejeição caiu para os dois. O percentual de eleitores que não votariam em Lula de jeito nenhum recuou de 53% para 47%. Para Flávio, de 54% para 52%. Entre evangélicos, 60% rejeitam Lula e 37% rejeitam Flávio. Entre beneficiários do Bolsa Família, 68% rejeitam Flávio e 27% rejeitam Lula.

A Quaest também mediu a aprovação do governo: 46% aprovam e 47% desaprovam, contra 45% e 48% na semana passada. Perguntados sobre o que mais temem, 44% apontam a volta da família Bolsonaro ao poder e 42% um novo mandato de Lula. Na pesquisa anterior os dois medos empatavam em 43%.

Na pergunta sobre quem vai ganhar, 54% apostam em Flávio e 37% em Lula, ante 53% e 35% na semana passada. Entre os eleitores de cada lado, 93% dos de Flávio e 90% dos de Lula dizem que a decisão é definitiva.

O segundo turno será no domingo, 25. Outro levantamento do período, o da Real Time Big Data, divulgado na terça-feira, deu 52% a 48% para Flávio nos votos válidos, método diferente do da Quaest, que mostra votos totais. Os números desta reportagem seguem o levantamento publicado pelo g1, do grupo que contratou a pesquisa, e a íntegra consta no registro do TSE.