Ato de Flávio ocupa 6 quarteirões da Paulista, um a menos que o de Lula
Poder360 mediu o trecho por fotos aéreas; Flávio poupou a voz para o debate da Band, à noite
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O ato de campanha de Flávio Bolsonaro (PL) na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo, 18, reuniu apoiadores ao longo de seis quarteirões da via, um a menos que o de Lula (PT) uma semana antes. A contagem é do Poder360, que fotografou a avenida do alto entre 11h40 e 12h50. O segundo turno é no dia 25.
Como foi medido
Segundo o Poder360, os apoiadores do senador ficaram concentrados em três pontos: da alameda Ministro Rocha Azevedo à rua Peixoto Gomide, em um trecho intermediário e da alameda Rio Claro, na altura do prédio da Fiesp, até a alameda Campinas, em frente ao Shopping Cidade São Paulo.
O veículo informa que a comparação com o ato petista de 11 de outubro, que ocupou sete quarteirões, vale só pela extensão. Não dá para comparar densidade: a segurança do Palácio do Planalto não autorizou o uso de drones independentes na manifestação do presidente, procedimento padrão em eventos com a presença do chefe do Executivo. A campanha de Lula e o veículo Mídia Ninja receberam autorização. Nossa cobertura do ato pró-Lula traz a estimativa feita naquele dia e o número de 1 milhão citado pelo PT, sem metodologia divulgada.
O trajeto e quem subiu no carro
O evento foi batizado de "Bloquinho do 22", formato inspirado nos blocos de carnaval, com coordenação do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), segundo a Gazeta do Povo. A concentração começou perto da rua Augusta, e o carro aberto seguiu até a altura da avenida Brigadeiro Luís Antônio, passando pelo Masp e pela sede da Fiesp, em cuja fachada foi projetada uma bandeira do Brasil.
Estiveram ao lado de Flávio o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), e Nikolas. Também participaram os senadores eleitos Guilherme Derrite (PP-SP), André do Prado (PL-SP) e Deltan Dallagnol (Novo-PR), além do deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL-SP), de acordo com Metrópoles e Gazeta do Povo.
O que Flávio disse
O candidato falou pouco para poupar a voz. À noite, às 20h, ele enfrenta Lula no primeiro debate do segundo turno, na Band. Segundo a Gazeta do Povo, afirmou ao público:
"Hoje eu vou ter a oportunidade de esfregar os crimes que ele [Lula] cometeu contra nossa nação ao vivo."
Ele também disse que faltam sete dias "para a gente livrar o Brasil do PT" e que os presentes verão "Jair Messias Bolsonaro colocando a faixa de presidente da República no filho dele". O Metrópoles registrou ainda a frase de que o Brasil "está sem presidente". A cobertura do debate detalha formato e regras do confronto.
Segurança e atos paralelos
A Polícia Militar paulista posicionou atiradores de elite em pontos estratégicos. A corporação informou ao Metrópoles que não havia registro de incidentes até o momento da publicação da reportagem. A campanha do PT respondeu à Paulista com atos descentralizados: a partir das 15h, as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo organizaram mobilizações pró-Lula nas zonas sul, norte e leste da capital paulista, conforme a Gazeta do Povo. Em Brasília, apoiadores do presidente fizeram o "Ato da Virada" na Esplanada.
Datas que restam: o debate da Globo, em 23 de outubro, e a votação no dia 25.
Fontes: Poder360, Gazeta do Povo e Metrópoles.